Friday, May 9, 2008

Help

Agora sou eu que me sinto insultada…pelo computador. Não sei o que fiz mas não consigo responder aos vossos comentários sem que apareçam uns quadradinhos com 1, 2 e 3 no sítio dos comentários e só abrem quando clicko neles. Vou editar isto e espero que esses malditos quadradinhos não apareçam outra vez.
Se aparecerem outra vez terei que recorrer a um feiticeiro da net para resolver este mau olhado. Talvez o professor Bambo.
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Thursday, May 8, 2008

Ainda por causa do mesmo

Agora parece que é o António Parente que se sente insultado com os comentários da Cristy. Sendo a Cristy a minha irmã sei que não é a intenção dela ofender ninguém porque na nossa família sempre nos divertimos com “bocas”. O certo é que nem toda a gente partilha o nosso sentido de humor.
 Seja como for,nunca compreendí muito bem como é que alguém se pode sentir afectado por um insulto de outro que nem nos conhece. É como na condução: fazer o gesto que simboliza o topo da cabeça do boi ofende de tal maneira os outros condutores que corremos o risco de estes pegarem numa arma e dar-nos um tiro. Parece-me que dão demasiada importância a eles próprios, convencidos que tem alguma relevância o que um perfeito estranho pensa de nós.
 Ou então é o contrário: no meu caso, por exemplo, devo ser tão arrogante que me estou nas tintas e por vezes até acho piada. Digo isto porque de certeza que já fui muito mais insultada no blog do Luís Rodrigues, por ele e por desconhecidos, do que o António Parente alguma vez vai ser insultado pela Cristy. Quanto ao Luís, uma vez por ano que é mais ou menos as vezes que o vejo, continuamos os insultos ao vivo sem deixarmos de nos dar bem.
Há uns anos um colega meu ofendeu-se muito por eu o chamar de macaco. A intenção até era carinhosa, mas se calhar ele é criacionista, sei lá.
Conclusão, passou  a ser um dos poucos colegas que eu não trato por macaco, pois longe de mim ofender os pobres símios.
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Wednesday, May 7, 2008

vegetable versus gnome

Como já era atura de eu escrever qualquer coisa, cá vai:
 andando pelo blog do Ludi e da Abobrinha fui acompanhando o desagrado da Abobrinha em receber comentários do Leprechaun. Apesar dos apelos do Ludi, da Cristy e meus para o referido gnomo não incomodar mais a referida vegetal, este acha que está no direito de dizer o que lhe apetece porque a net é pública. A Abobrinha, por outro lado, acha que o Leprechaun não tem direito de invadir a privacidade dela. Dilema interessante, mas eu acho que o Leprechaun não tem razão. Pela ordem de ideias dele, pode incomodar todo o mundo desde que se encontre num espaço público?
 Isso não é nem legal nem faz sentido. O que me parece é que em qualquer espaço público sem ser no anonimato da net o gnomo não incomodaria ninguém, se não por valores de ética, pelo menos com medo das consequências.
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Thursday, January 31, 2008

Será que se drogam?

Uma católica praticante mostrou-se muito espantada em como poderia haver pessoas que acreditam em superstições. Obviamente que aproveitei logo a oportunidade de lhe dizer que ela seria a última pessoa que eu esperava que se espantasse com pessoas que acreditam em algo absurdo e sem provas nenhumas: se a fé só por sí é um argumento válido para acreditar num deus, não vejo razão nenhuma para que essa mesma fé não seja um argumento válido para acreditar que um gato preto dá azar.
E daí… comecei a pensar que talvez até fosse mais racional acreditar em algo que pelo menos existe: ao contrário de deus, há provas concretas que os gatos existem mesmo e, ainda por cima, alguns são pretos. Eu até tenho um lá em casa. E se dão azar… bem, é relativo. A mim pessoalmente não me tem dado lá muito azar, mas já não falo dos pobres dos meus sofás onde ele adora afiar as unhas. Esses estão fartos de ter azar com um gato preto. (Mas também com o meu outro gato que é preto e branco).
Complicado, né? Seja como for, as pessoas superstciosas ainda têm um pouco de realidade para se agarrarem (se bem que interpretem as causas e consequências da mesma duma maneira muito sui géneris), mas as pessoas religiosas inventam mesmo tudo. Será que se drogam?
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Wednesday, December 5, 2007

National Mathematics

Nós os profs vamos ter um novo sistema de avaliação. Dos milhentos defeitos que esse sistema tem, este é o mais sintomático: seremos avaliados de dois em dois anos, e um dos “musts” são as acções de formação. Até aí nada de novo. Pertinente é que seja uma por ano (25 horas de formação equivalem a um crédito), ou seja, temos de ter dois créditos,(duas acções de formação) dos quais DOIS TERÇOS devem ser dentro da nossa área de ensino. E depois admiram-se que os nossos alunos se revelem os piores em matemática a nível europeu.
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Thursday, November 29, 2007

National Geographic

Talvez já seja altura de escrever qualquer coisa, por isso, cá vai qualquer coisa: tenho um problema. Vivo na selva urbana e calhou-me a família dos hipopótamos como vizinhos de cima. Como são volumosos e vivem em manada, revelam uma certa dificuldade em se deslocarem num T2 sem dar encontões aos móveis, atirar objectos ao chão, fazer vibrar, o meu tecto com as suas deslocações, etc. Sendo animais noctívaros, a sua actividade não cessa durante a noite.
Respeitar os outros é coisa que estes animais não conhecem, o que é normal visto que são muitos e grandes. Como não são racionais obviamente não se consegue falar com eles. Eles articulam alguns sons, se bem que a custo e fora do contexto,limitando-se a ameaças e alguns palavrões.
Mas não se trata de uma espécie em extinção. São hipopótamos pretos que há aos montes, por isso penso que será possível adquirir uma licença de caça e resolver a questão com uma caçadeira.Talvez seja a melhor maneira de resolver o assunto, pois sempre que alguém tenta falar com eles acerca da sua conduta no prédio é acusado de racismo.
Talvez ainda lhes tente explicar que, como sempre, não compreenderam nada. Não se trata aqui de racismo, trata-se de “espéciesismo”. Mas como a comunicação interespécies não é a minha especialidade…
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Thursday, March 8, 2007

Será possível?

GARSE, ou Gabinete de Assuntos Religiosos e Sociais Específicos (adoro o “específicos”), é um gabinete da Câmara Municipal de Loures que, apesar de ser do PS, ainda não se deu conta que o Estado Português é laico. No seu site http://www.cm-loures.pt/aa_ASocial.asp lemos que o GARSE trata de vários assuntos sociais de minorias étnicas (até aí tudo bem) “…bem como as questões de âmbito religioso…”, e aquí começa a cheirar mal. Continua “… o GARSE apoia e acompanha as actividades sócio-culturais e a construção de equipamentos sociais e de culto.”

Será que os nossos impostos servem para apoiar religiões e construir locais de culto, sejam eles quais forem? Pessoalmente pensava que tinha o direito de não contribuir para qualquer religião num estado democrático e secular, mas devo ter-me enganado!

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Tuesday, February 20, 2007

Religião implica respeito?

Em geral é nos exigido respeito por uma religião mas não por uma seita. Mas qual é a diferença? Uma religião define-se como um culto prestado à divindade; doutrina ou crênça religiosa, enquanto uma seita se define  como doutrina ou sistema que se afasta da crênça geral. Ao que parece, a diferença é meramente geográfica: em Portugal o islão é uma seita, mas no Irão o catolicismo é que o é. Parece-me razoável, mas então porque é que a comunidade islâmica neste país deve ser altamente respeitada enquanto da comunidade das Testemunhas de Jeová ninguém quer saber? Porque existe um acordo politicamente correcto de respeitar o que nos convém? Porque temos mêdo dos radicais islâmicos e enquanto não existirem Testemunhas de Jeová radicais a explodirem por aí não há problema? Que cinismo!

Como ateia eu gabo-me de não respeitar religião nenhuma, e o facto de a maioria ser religiosa não me convence de rigorosamente nada: se a maioria de uma população for diabética, isto não significa que o seu estado de saúde seja um objectivo a atingir. Pode ser “normal”, porque a maioria sofre desta doença, mas não é de modo algum um ideal de saúde: apesar de a maioria ser diabética eu continuo a querer que os meus filhos não o sejam, certo?

Ainda ninguém me explicou porquê é que tenho de respeitar disparates só porque têm a etiqueta duma religião. Se a minha vizinha tem um incêndio em casa porque a encheu de velas para uma noite de amor ela é descuidada, maluca, depravada, etc.,  se acendeu as velas para livrar a casa de maus espíritos ou maus olhados e incendiou a casa é parva, crédula e sei lá mais o quê, mas se acendeu as velas para prestar culto à virgem Maria então coitada, esteve a rezar e teve um acidente? Se um puto ouve a música aos berros vamos tocar à campainha e chamar-lhe a atenção devido à falta de respeito pelos outros, mas se os foguetes da festa de Todos os Santos me acordam às 8 da manhã num domingo tenho de respeitar esta impertinência?

Eu posso respeitar as pessoas (nem todas), os animais e as plantas, mas não me peçam para respeitar seja o que for só por andar com a bengala da religião.

 

 

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Wednesday, February 14, 2007

Disparates e imperiais

Já me mandaram a boca que estavam fartos de ver a Floribosta no meu blog. Pois é, também eu, mas receio que não tenho nada de brilhante para partilhar. No entanto, e só para ter uma entrada de 2007, vou contar o que fiz hoje. 

Hoje fui com alunos visitar o jornal Record, e depois fui com colegas almoçar, dizer disparates e beber imperiais. Com uma vida destas é difícil escrever seja o que for de pertinente. Aliás, uma visita de estudo para um jornal desportivo fundado por dois analfabetas e um suposto jornalista também não é das coisas mais emocionantes ou pertinentes. Fomos muito bem recebidos e bem tratados pela redacção, os alunos não cometeram nenhuma barbaridade nem foram parar à esquadra da polícia, de maneira que a parte mais interessante foi mesmo a de dizer disparates e beber imperiais (depois de despacher os alunos, porque, obviamente, os profs não fazem coisas destas).

Contudo estou convencida que os meus colegas e eu tivemos um óptimo desempenho no que respeita as espectetivas do nosso primeiro ministro e do seu “comic relief”, a ministra da educação. Só dissemos disparates tal como ela tem vindo a dar o exemplo, e bebemos imperiais para esquecer as consequências. Apesar de não saber a idade dessa coisa (não estou ainda 100% convencida que ela é humana), lamento que o referendo sobre a despenalização do aborto não tenha sido feito e ganho o sim há meio século atrás, pois desconfio que nós, professores e alunos, teriamos agora menos um problema.

 

 

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Wednesday, December 20, 2006

Floribosta

No verão os meus sobrinhos estiveram um tempo comigo, de maneira que me iniciaram na experiência aluçinante de ver a Floribosta, digo, Floribella, na sic.

Além de passar num horário a meu ver muito tardio para as crianças, de ter maus actores e maus guionistas, o que mais me chocou foi a mensagem que é transmitida para os miúdos: sejam prepotentes e mal educados!

Vejamos: a personagem principal, que é a Floribosta, é uma jovem semi-analfabeta que vai servir de empregada doméstica para uma família de algum estatuto social/financeiro, se bem que paupérrimos em neurónios. Como sempre nas novelas, vivem todos ao monte mas numa grande mansão, com motorista, criadas, governantas, enfim, the whole caboodle. A Floribosta, além de ser daltónica (reparem nas roupas que veste) e revelar um pequeno atraso mental (tem por volta de 20 anos mas um discurso de uma miúda de 10 sem grande massa encefálica), revela-se como mentirosa compulsiva e prepotente e arrogante perante os seus patrões. Também os miúdos que entram na novela são malcriados e prepotentes, pregando partidas violentas aos habitantes da grande mansão porque não gostam deles e eles são maus. Isto permite à Floribosta e aos miúdos justificar toda a arrogância de se meterem constantemente onde não são chamados, opinarem sobre o que não lhes diz respeito, revistarem quartos que são dos outros, roubarem, mentirem, aldrabarem, fugirem, fazerem maldades(aos maus) e desobedecerem e desrespeitarem o desgraçado que os sustenta que é aparentemente o único que trabalha naquela casa. Parece que os mais novos ainda vão para a escola, mas os mais velhos nem escola nem faculdade nem nada: são meros parasitas do que trabalha. Este, por seu lado, mata-se a trabalhar para garantir uma vida abastadan a todos os parasitas que vivem à custa dele e que o consideram (provavelmente com toda a razão) um atrasado mental. Além do mais, tudo o que é empregado, visita ou mesmo o rapaz das pizzas tem direito a opinar sobre a vida dos patrões do modo mais depreciativo e irreverente.

Sendo assim, que mensagem estamos nós a transmitir à futura geração? Não precisam de estudar nem trabalhar, podem mentir, aldrabar,serem ordinários e prejudicar os outros (justiça por mão própria?),deixa que há de haver sempre um idiota qualquer a trabalhar para tí e não te esqueças que, aconteça o que acontecer, tens todos os direitos e nenhum dos deveres.

Onde é que eu já ouví isto? Ah sim, dos meus alunos, filhos da geração do 25 de Abril, semi-analfabetas que confundiram liberdade com libertinagem e aprenderam a exigir direitos e mais direitos sem se reponsabilizarem nem pelos próprios filhos.

Pois, se até os programas para miúdos continuam a fomentar esta mentalidade miserabilista, nem daquí a cem anos saimos da mediocridade crónica que contagiou quase todos os autóctones deste belo país de brandos costumes.

 

 

 

 

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