CEPO, Que Treta e Cacau
Misturando o engano engraçadíssimo do Xiquinho (disse que dava aulas em Cacau), o interesse da Abobrinha em saber o que era a CEPO e os comentários no blog do Ludi, passou-me pela cabeça definir o cepticismo como a capacidade de mudar de opinião sempre que os factos a isso nos obriguem.
Ser céptico não é nada de especial. Só requer a capacidade de não calcificarmos as nossas convicções em “verdades absolutas”.
Lembrei-me, por causa do Xiquinho, das minhas espectativas quando dei uma voltinha pela Asia: mistério, beleza e exoticismo. O que descobrí foi betão, gente a mais por metro quadrado e poluição (Hong Kong e Macau), miséria disfarçada e opressão na China, onde só pudemos ver uma aldeia e uma cidade indicadas pelo guia e tivemos de mostrar os passaportes cada vez que passamos a fronteira entre regiões, tal como os próprios cidadãos.
No entanto adorei a Tailândia e os Tailandeses, país sobre o qual tinha uma péssima impressão: só associava aos labregos alemães que faziam excursões em grupo para a Tailândia para ir às meninas.
Nos Estados Unidos fiquei espantada com a limpeza das grandes cidades, a hospitabilidade e simpatia dos americanos
e com o respeito dos mesmos pelas regras de cidadania: tanto em S.Francisco como e Nova Yorque tive a sensação que poderia atravessar as ruas de olhos fechados sem ter medo dos condutores. Nas auto estradas ninguém ultrapassa o limite legal de 90 milhas por hora e conduzir lá é um descanso.
Em miúda fui a Marrocos porque era moda na altura. Todos nos avisaram para termos cuidado, pois o assédio e mesmo o rapto de meninas seria prática comum nesse país.Hehehehehe. Quem foi de facto assediado foram os rapazes, não nós. Mais tarde vim a saber que as leis sociais eram tão rigorosas no que respeita o desrespeito a uma mulher, que os marroquinos preferiam treinar com rapazes do que se arriscar a levar uma facada de um pai, irmão ou primo duma menina.
Podia continuar, mas acho que chega. O que interessa é não engolir tudo o que nos põem à frente só porque não temos vontade de cozinhar.
Ser céptico não é nada de especial. Só requer a capacidade de não calcificarmos as nossas convicções em “verdades absolutas”.
Lembrei-me, por causa do Xiquinho, das minhas espectativas quando dei uma voltinha pela Asia: mistério, beleza e exoticismo. O que descobrí foi betão, gente a mais por metro quadrado e poluição (Hong Kong e Macau), miséria disfarçada e opressão na China, onde só pudemos ver uma aldeia e uma cidade indicadas pelo guia e tivemos de mostrar os passaportes cada vez que passamos a fronteira entre regiões, tal como os próprios cidadãos.
No entanto adorei a Tailândia e os Tailandeses, país sobre o qual tinha uma péssima impressão: só associava aos labregos alemães que faziam excursões em grupo para a Tailândia para ir às meninas.
Nos Estados Unidos fiquei espantada com a limpeza das grandes cidades, a hospitabilidade e simpatia dos americanos
e com o respeito dos mesmos pelas regras de cidadania: tanto em S.Francisco como e Nova Yorque tive a sensação que poderia atravessar as ruas de olhos fechados sem ter medo dos condutores. Nas auto estradas ninguém ultrapassa o limite legal de 90 milhas por hora e conduzir lá é um descanso.
Em miúda fui a Marrocos porque era moda na altura. Todos nos avisaram para termos cuidado, pois o assédio e mesmo o rapto de meninas seria prática comum nesse país.Hehehehehe. Quem foi de facto assediado foram os rapazes, não nós. Mais tarde vim a saber que as leis sociais eram tão rigorosas no que respeita o desrespeito a uma mulher, que os marroquinos preferiam treinar com rapazes do que se arriscar a levar uma facada de um pai, irmão ou primo duma menina.
Podia continuar, mas acho que chega. O que interessa é não engolir tudo o que nos põem à frente só porque não temos vontade de cozinhar.
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11:59:32
Puxa! Mas que Lady citadina… que conhece meio mundo e eu aqui patavina!!! :o)
Ásia?! Nada! América?! Nada! África?! Só a de língua portuguesa… nada mau!
De resto, é a velha Europa… sem Noruega nem bacalhau!
Olha, vim agora buscar aqui os 2 contos que deixei, para uma menina que faz 9 anos. Eu sou um barra a contar historinhas… e a adormecer o pessoal com elas, claro!!!
Logo, faço uma concorrência danada ao Xanax…
Rui leprechaun
(…e se a clientela aumentar ainda as vendo por fax! :))
Leprechaun,
concordo, não há nada como a Europa.
bjs Karin
Isso é muito verdade!
Mas diz-me não te fez confusão Marrocos? Ando com vontade mas tenho sempre a ideia de ruas pequenas atafulhadas de gente aos gritos e um cheiro nauzeabundo por todo o lado. Como tenho pavor de multidões nunca arranjo coragem para ir.
Joaninha,
vai, é giro. Eu fui há 30 anos atrás e sobreviví, por isso…
As ruas pequenas e atafulhadas é mais nas medinas, também há a parte moderna, as praias e o deserto. É questão de escolheres bem a tua rota.
Bjs Karin
Joaninha,
o Marrocos tem de tudo: cidades modernas (Rabat), maus cheiros (Fes), tipos chatos e outros catitas, paisagens e cidades magníficas (as montanhas Atlas, o deserto, os óasis, nem dá para enumerar tudo). Aquilo é assim grandinho e convém alugar um carro. Mas falando por mim pessoalmente e subjectivamente: vale muitíssimo a pena. O mesmo se aplica à Tunísia, desde que se evite a todo o custo Djerba - completamente desinteressante desde que bombardearam a magnífica sinagoga que lá havia - e todas as barbaridades turísticas na costa norte. Já lá vão 20 anos que estive na Tunísia, de modo que não me responsabilizo por mudanças radicais. Na altura, assim que uma pessoa se afastava um pouco dos centros turísticos, tinha que acampar ao léu porque não havia infraestrutura nenhuma. É muito possível que tenha mudado alguma coisa desde então.
Cristy
Karin
Não sei se definiria assim um céptico, mas não estou com disposição mental para concordar nem discordar: estou a carburar um bocado mal. Voltarei à antena noutra altura para explorar essa problemática.
Em termos de viagens, gostava de ir a Cacau só para ver. Mas tenho um equilíbrio delicado entre muita gente e gente a mais: muita gente é bom, gente a mais mete-me confusão.
Foi por isso que a minha visita a Nova Iorque foi estranha: gostei das pessoas, mas eram simplesmente… demais! Ter enjoado que nem um carapau à ida não ajudou. Subi ao World Trade Centre (de que não gostava) e tirei montes de fotografias.
O que me lembra que tenho que planear umas férias em condições em algum sítio em condições. Mas as próximas devem ser algo ao estilo da minha última visita a Lisboa: andar por aí, perder-me por aí. A ver se me encontro.
Abobrinha
também não gosto de multidões, e as férias mais giras que fiz foi ir à Escócia, alugar um carro e andar às voltas e abancar onde nos agradava. A Escócia, evitando as grandes cidades, é linda e sossegada. Tem bosques, lagos, montes e mar.
Eu não tentei definir um céptico mas sim um dos aspectos dum céptico que é não viver de lugares comuns ou preconceitos.
Bjs Karin
Karin
Isso da Escócia… tu e o meu ex-namorado têm que conversar. Ele tem uma coisa com a Escócia e andar de carro sem destino. Mas ele é maluco (o que era possivelmente o que me atraía nele).
Em relação ao cepticismo… lugares comuns e preconceitos não são mesmo a minha especialidade. Mas eu também me considero céptica. Sendo céptica, também não como tudo o que me apresentam à frente só porque é supostamente “de céptico”.
Acho que já disse e repito: é difícil ser eu às vezes!
Karin,
Obrigado, estou a ver que tenho é de evitar essa coisa das medinas. Tenho uma certa fobia com multidões em espaços pequenos. A tunisia é outro sitio onde ainda ei-de ir, era para ter sido o destino da lua de mel mas depois acabou por ser as canárias porque para alem de outras coisas o transporte aereo não é o meu forte e para a tunisia eram muitas horas
Namorados… lua-de-mel… mais Macau e as Canárias… puxa minha!… isto é só diversões várias!!!
Pois sempre ouvi dizer bem lá de Marrocos, e só este ano já tive mais dois relatos positivos.
Mas quem gostar do turismo português, que venha aqui ao Gerês, onde está um tal Maltês… e será ele boa rês?!
Hummm… pois já que tanto falam nos direitos animais…
Rui leprechaun
(…não se esqueçam também de proteger Gnomos elementais! :))
Joaninha.
faz outra lua de mel, e outra, e outra, e outra.:)
Multidões e aviões super lotados em turística também não é o meu forte, mas que remédio, falta-me o cacau para viajar em executiva e o tempo para viagens de barco ou de combóio que considero muito mais agradáveis.
Sonhemos com tempo para isso na reforma.
Bjs Karin
your blog is very nice !