Sunday, May 25, 2008

Espada de dois Legumes

O futebol já nos habituou a algumas coisas engraçadas: prognósticos só no fim, uma espada de dois legumes, ambos os três agradecemos o prémio, etc.
A espada de dois legumes é aprender uma segunda língua quando não se domina sequer a primeira.
Ontem, Cristiano Ronaldo, à chegada a Lisboa responde ao jornalista que lhe perguntou se ele tinha melhorado a sua performance na Inglaterra que se fartou de improvisar estes anos todos. Hehehehehe.
Agora era bom que ele deixasse de improvisar o seu português de maneira a não chegar a conclusões como transformar um verbo inglês de duas silabas “improve”, num verbo português de quatro silabas “improvisar”, e convencer-se que melhorou a sua performance linguística.
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Wednesday, May 21, 2008

Down the drain…

Dawkins, Darwin,Damásio, criacionismo, evolução, tópicos interessantes sim, mas nunca hão de chegar aos calcanhares dos meus velhos heróis que me fizeram estudar e sonhar na adolescência e na juventude.
Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Philip K. Dick, Robert Heinlein, Aldous Huxley e George Orwell entre outros formaram a minha filosofia de vida e os meus sonhos. Os últimos dois contribuíram para o meu cepticismo político, Heinlein e Dick abriram-me os olhos para valores diferentes dos tradicionais e Asimov e Clarke foram tudo isso juntos mais o sonho de no século XXI poder passar férias numa estação espacial, nadar numa piscina esférica sem gravidade e mudar-me para um condomínio lunar na reforma, onde a falta de gravidade atenuasse os problemas da velhice.
So much for that. O governo Americano perdeu o interêsse em empreendimentos não rentáveis a curto prazo e o governo Soviético já era. O futuro acabou por ser a internet, os telemóveis, o lucro imediato, a globalização e o políticamente correcto.
Tenho pena desta geração mp3, SMS, PSP e hi5. Já não se lê, já não há sonhos, já não se pensa. O futuro ideal para estes é serem futebolistas, modelos ou artistas famosos e poderem comprar roupa de marca e carros de alta gama, uma casa num condomínio fechado, com piscina e um marido ou uma mulher apresentável no jet set.
Receio que com este tipo de população o futuro se limite a idiotas no poder manipulados pelos donos anónimos do capital.  Receio que cada vez menos os jovens se aprecebem sequer o quanto estão a ser manipulados.Receio igualmente que o capital intelectual tenha perdido a cotação no mercado.
Vale-me o optimismo de acreditar que mais cedo ou mais uma nova geração dê uma volta de 180º a esta pasmaceira.

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Tuesday, May 20, 2008

SPG

A pedido do Leperchaun, acho que sim:sou a favor da Sociedade Protectora dos Gnomos.
Não há dúvida que gosto da postura dele em relação a todos nós que nos fartamos de lhe mandar bocas em todos os blogs. Continua impertubável e bem disposto, rí-se das bocas (que até têm muita piada como a de if leperchaun go to..)e no meio da verborreia até diz coisas inteligentes.
É um bom exemplo de tolerância e sentido de humor. Respeita as opiniões dos outros e refuta-as sem agressividade desnecessária quando não está de acordo.
Em soma, talvez o mundo necessite de mais gnomos.
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Wednesday, May 14, 2008

CEPO, Que Treta e Cacau

Misturando o engano engraçadíssimo do Xiquinho (disse que dava aulas em Cacau), o interesse da Abobrinha em saber o que era a CEPO e os comentários no blog do Ludi, passou-me pela cabeça definir o cepticismo como a capacidade de mudar de opinião sempre que os factos a isso nos obriguem.
Ser céptico não é nada de especial. Só requer a capacidade de não calcificarmos as nossas convicções em “verdades absolutas”.
Lembrei-me, por causa do Xiquinho, das minhas espectativas quando dei uma voltinha pela Asia: mistério, beleza e exoticismo. O que descobrí foi betão, gente a mais por metro quadrado e poluição (Hong Kong e Macau), miséria disfarçada e opressão na China, onde só pudemos ver uma aldeia e uma cidade indicadas pelo guia e tivemos de mostrar os passaportes cada vez que passamos a fronteira entre regiões, tal como os próprios cidadãos.
No entanto adorei a Tailândia e os Tailandeses, país sobre o qual tinha uma péssima impressão: só associava aos labregos alemães que faziam excursões em grupo para a Tailândia para ir às meninas.
Nos Estados Unidos fiquei espantada com a limpeza das grandes cidades, a hospitabilidade e simpatia dos americanos
e com o respeito dos mesmos pelas regras de cidadania: tanto em S.Francisco como e Nova Yorque tive a sensação que poderia atravessar as ruas de olhos fechados sem ter medo dos condutores. Nas auto estradas ninguém ultrapassa o limite legal de 90 milhas por hora e conduzir lá é um descanso.
Em miúda fui a Marrocos porque era moda na altura. Todos nos avisaram para termos cuidado, pois o assédio e mesmo o rapto de meninas seria prática comum nesse país.Hehehehehe. Quem foi de facto assediado foram os rapazes, não nós. Mais tarde vim a saber que as leis sociais eram tão rigorosas no que respeita o desrespeito a uma mulher, que os marroquinos preferiam treinar com rapazes do que se arriscar a levar uma facada de um pai, irmão ou primo duma menina.
Podia continuar, mas acho que chega. O que interessa é não engolir tudo o que nos põem à frente só porque não temos vontade de cozinhar.
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Friday, May 9, 2008

Help

Agora sou eu que me sinto insultada…pelo computador. Não sei o que fiz mas não consigo responder aos vossos comentários sem que apareçam uns quadradinhos com 1, 2 e 3 no sítio dos comentários e só abrem quando clicko neles. Vou editar isto e espero que esses malditos quadradinhos não apareçam outra vez.
Se aparecerem outra vez terei que recorrer a um feiticeiro da net para resolver este mau olhado. Talvez o professor Bambo.
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Thursday, May 8, 2008

Ainda por causa do mesmo

Agora parece que é o António Parente que se sente insultado com os comentários da Cristy. Sendo a Cristy a minha irmã sei que não é a intenção dela ofender ninguém porque na nossa família sempre nos divertimos com “bocas”. O certo é que nem toda a gente partilha o nosso sentido de humor.
 Seja como for,nunca compreendí muito bem como é que alguém se pode sentir afectado por um insulto de outro que nem nos conhece. É como na condução: fazer o gesto que simboliza o topo da cabeça do boi ofende de tal maneira os outros condutores que corremos o risco de estes pegarem numa arma e dar-nos um tiro. Parece-me que dão demasiada importância a eles próprios, convencidos que tem alguma relevância o que um perfeito estranho pensa de nós.
 Ou então é o contrário: no meu caso, por exemplo, devo ser tão arrogante que me estou nas tintas e por vezes até acho piada. Digo isto porque de certeza que já fui muito mais insultada no blog do Luís Rodrigues, por ele e por desconhecidos, do que o António Parente alguma vez vai ser insultado pela Cristy. Quanto ao Luís, uma vez por ano que é mais ou menos as vezes que o vejo, continuamos os insultos ao vivo sem deixarmos de nos dar bem.
Há uns anos um colega meu ofendeu-se muito por eu o chamar de macaco. A intenção até era carinhosa, mas se calhar ele é criacionista, sei lá.
Conclusão, passou  a ser um dos poucos colegas que eu não trato por macaco, pois longe de mim ofender os pobres símios.
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Wednesday, May 7, 2008

vegetable versus gnome

Como já era atura de eu escrever qualquer coisa, cá vai:
 andando pelo blog do Ludi e da Abobrinha fui acompanhando o desagrado da Abobrinha em receber comentários do Leprechaun. Apesar dos apelos do Ludi, da Cristy e meus para o referido gnomo não incomodar mais a referida vegetal, este acha que está no direito de dizer o que lhe apetece porque a net é pública. A Abobrinha, por outro lado, acha que o Leprechaun não tem direito de invadir a privacidade dela. Dilema interessante, mas eu acho que o Leprechaun não tem razão. Pela ordem de ideias dele, pode incomodar todo o mundo desde que se encontre num espaço público?
 Isso não é nem legal nem faz sentido. O que me parece é que em qualquer espaço público sem ser no anonimato da net o gnomo não incomodaria ninguém, se não por valores de ética, pelo menos com medo das consequências.
Posted by KK at 16:52:17 | Permalink | Comments (10)